BC aumenta para 2,2% projeção para o crescimento do PIB de 2020

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Estimativas do Banco Central foram divulgadas no Relatório Trimestral de Inflação© Foto Sérgio Lima/Poder 360. Estimativas do Banco Central foram divulgadas no Relatório Trimestral de Inflação

O Banco Central aumentou de 1,8% para 2,2% a projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2020. De acordo com a autoridade monetária, o percentual só será atingido se houver continuidade das reformas e “ajustes necessários na economia brasileira”.

As perspectivas foram divulgadas na manhã desta 5ª feira (19.dez.2019) no Relatório Trimestral de Inflação. O documento afirmou que a recuperação da atividade econômica ganhou tração no 2º trimestre de 2019.

Do lado da oferta, houve crescimento dos 3 setores da economia, surpreendendo-se a indústria, principalmente a extrativa e de construção civil.

“Pela ótica da demanda, o consumo das famílias segue em trajetória consistente de expansão, sustentado pelos aumentos da massa salarial e do crédito às pessoas físicas e, na margem, pelos efeitos iniciais da liberação de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do Programa de Integração Social (PIS)/ Programa de Formação de Patrimônio do Servidor Público (Pasep)”, diz o relatório.

O BC também revisou de 0,9% para 1,2% a estimativa para o PIB deste ano. O percentual é mais otimista do que a taxa de crescimento esperada pelo mercado, que é de 1,12%, segundo o Relatório Focus.

A autoridade monetária ponderou que a economia segue operando com alto nível de ociosidade, refletido nos baixos índices da capacidade industrial e na taxa de desemprego.

TAXA SELIC

Usada para controlar a inflação, a taxa básica Selic está em 4,5% ao ano. O percentual foi decidido depois de reunião realizada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) na penúltima 4ª feira (11.dez).

Os juros estão no menor patamar da história e, segundo o BC, podem diminuir para 4,25% ao ano, considerando as estimativas do Relatório Focus para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do país.

As projeções do Copom situam que o indicador ficará em torno de 4% em 2019, e seguirá para 3,5% em 2020 e 3,4% em 2021. “Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2019 em 4,50% a.a., reduz-se para 4,25% no início de 2020, encerra o ano em 4,50% e se eleva até 6,25% a.a. em 2021”, disse o documento.

Se o cenário se consolidar, o presidente Jair Bolsonaro terminará o mandato com IPCA abaixo das metas em todos os anos. Nesse contexto, o dólar terminaria este ano em R$ 4,15 e se manterá em patamares parecidos nos anos consecutivos: R$ 4,10 (2020) e R$ 4 (2021).

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