China retira uma restrição aos investimentos estrangeiros

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Vista do distrito financeiro de Xangai© HECTOR RETAMAL Vista do distrito financeiro de Xangai

A China retirou uma grande restrição aos investimentos estrangeiros no setor financeiro, uma medida há muito exigida pelos Estados Unidos, com quem trava uma guerra comercial.

Os bancos estrangeiros poderão agora estabelecer filiais na China e deter todo o capital sem necessariamente se associar a um parceiro local, informou a autoridade reguladora bancária (CBIRC).

Até agora, os bancos estrangeiros eram obrigados a se associar a um parceiro local e não eram autorizados a possuir mais de 49% das joint ventures em que haviam investido.

Este anúncio soa como um gesto de boa vontade da China para os Estados Unidos, num momento em que um acordo comercial preliminar entre as duas potências deve ser assinado ainda em janeiro, segundo Washington.

As duas primeiras economias travam uma guerra comercial desde março de 2018, que resultou em tarifas mútuas de centenas de bilhões de dólares em comércio bilateral.

Há muito que Pequim promete abrir mais sua economia aos investimentos estrangeiros, mas demorou a cumprir sua promessa no setor financeiro.

Em outubro, a China divulgou um cronograma para suspender várias restrições e, em dezembro, o banco suíço UBS foi autorizado a ter uma participação majoritária em suas atividades no país.

Desde 1º de janeiro, as empresas estrangeiras especializadas em contratos de longo prazo podem investir na China sem limites de detenção de capital.

As empresas de gestão de fundos poderão se beneficiar dessa medida a partir de 1º de abril e as corretoras a partir de 1º de dezembro de 2020.

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Welinton Brunialti

Jornalista - MTB -0077859/SP
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