Sentidos da vida: sobre o propósito da existência humana

admin

o propósito da existência humana

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 O que nos faz levantar todas as manhãs é ter um objetivo, ter um sentido que a gente deu à vida.

A cada vez que a gente levanta de manhã, há alguma coisa a fazer, algum objetivo para atingir, algo a transformar.

Eu digo no meu entorno que a gente pode dar sentidos diferentes à vida, causas diferentes, mas eu sempre tenho esse sentimento, que se eu tivesse que viver só por mim, para mim, eu faria muito pouco, porque eu não tenho necessidade de tudo que eu fiz se fosse somente para mim.

Então, uma vida só tem sentido, só tem uma motivação para ser vivida quando a gente vive pelos outros, ou para os outros, quando a gente vive por uma causa.

Isso te permite, a cada vez, empurrar os limites para mais longe. Se fosse só para nós mesmos, acho que nós faríamos muito pouco. Eu digo aos jovens: você não pode fazer coisas na vida se não tiver um sentido que te empurre a poder seguir sempre ir adiante.

Quando a gente projeta a vida para os outros, é um limite difícil de atingir, mas que te empurra todos os dias para te dizer: o que eu posso fazer a mais?

Cada vez que você chegar no seu trabalho, faça a pergunta: o que eu vou fazer hoje de bem para uma pessoa? Uma pessoa apenas. O que eu posso fazer de bom para uma pessoa? Isso transforma completamente a sua vida. Às vezes, é apenas um sorriso. Eu penso que a vida só pode ser vivida quando a gente vive pelos outros.

Denis Mukwege

Médico congolês

No Congo, país marcado por conflitos e desigualdade, o médico Denis Mukwege criou o Hospital de Panzi e passou a atuar em nome da saúde e da dignidade de mulheres vítimas de violência sexual.

Prêmio Nobel da Paz de 2018, Mukwege tem uma trajetória que emociona e inspira.

Graduou-se em medicina pela Universidade de Burundi e, após testemunhar a precariedade no atendimento às mulheres, concluiu seus estudos em ginecologia e obstetrícia na Universidade de Angers, na França. Também possui Ph.D pela Universidade de Bruxelas.

Retornando ao Congo, atuou no Hospital de Lemera, que virou ruínas durante a primeira guerra do país em 1996. Fundou, em 1999, o Hospital de Panzi. O local já tratou mais de 85 mil pacientes com danos e traumas ginecológicos. Uma média de 60% dos casos foi ocasionada por violência sexual, e a maioria das pacientes vem de regiões de conflito.

Além do Nobel, foi agraciado com o Prêmio Olof Palme, a distinção de Cavaleiro da Legião da Honra, o Prêmio das Nações Unidas no Campo dos Direitos Humanos, entre outros.

Em 2012, sofreu um atentado, no qual um de seus colaboradores morreu, um mês após proferir na ONU um discurso pedindo a condenação dos grupos rebeldes. Para Denis Mukwege, um homem deixa de ser homem quando não sabe oferecer amor e esperança aos demais.

Fonte: Fronteiras do Pensamento

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