Bolsonaro elogia Weintraub e diz que não pretende ‘trocar 1 ministro que seja’

Redação Brasil
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O presidente negou na 5ª feira que estaria com câncer de pele. Ele próprio havia levantado a possibilidade na 4ª feira. O Planalto informou que Bolsonaro retirou lesões verrucosas na face e na orelha. O material passará por análise em laboratório© Sérgio Lima/Poder360 O presidente negou na 5ª feira que estaria com câncer de pele. Ele próprio havia levantado a possibilidade na 4ª feira. O Planalto informou que Bolsonaro retirou lesões verrucosas na face e na orelha. O material passará por análise em laboratório

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que, “por enquanto”, não tem nada que o leve a trocar “1 ministro que seja”. A declaração, feita durante passeio na Esplanada dos Ministérios na tarde deste sábado (14.dez.2019), surge em resposta a notícias recentes de que ele poderia fazer alterações no 1º escalão de seu governo a partir do início de 2020.

Bolsonaro falou que considera “excelente” o trabalho do ministro Abraham Weintraub à frente do MEC (Ministério da Educação). Reportagens mostraram a possibilidade de Weintraub ser substituído no cargo.

O presidente ainda disse que o Ministério da Educação é “bastante complicado” por estar, de acordo com ele, “tomado pela esquerda há décadas”, o que estaria “conduzindo a educação do Brasil para o mau caminho”:

“Olha a prova do Pisa. A prova [foi] feita em abril do ano passado, uma das piores notas do mundo todo, se não me engano em alguns quesitos foi a pior da América do Sul”.

Questionado mais diretamente por 1 repórter se uma troca ministerial não ocorreria no início de 2020, Bolsonaro respondeu:

“Você quer que eu troque de ministro? Você quer ser candidato, se apresenta aí.”

O jornalista brincou com o presidente que, então, trabalharia para ele.

“Pronto, está fechado. Qual ministério você quer?”, perguntou o presidente.

“Pode ser Relações Exteriores”, escolheu o repórter.

“Pega logo o da Economia, po”, falou Bolsonaro, rindo.

AGENDA DO PRESIDENTE

As declarações foram feitas justamente na frente do Ministério da Economia, em Brasília. Inicialmente sem compromissos oficiais divulgados na agenda, Bolsonaro saiu do Palácio da Alvorada –residência oficial da Presidência– no começo da tarde com destino a uma casa no Park Way, no Núcleo Bandeirante, em Brasília.

Questionado pelos jornalistas sobre o motivo da ida, os assuntos abordados e as autoridades presentes, o presidente afirmou que a razão foi “relações públicas”. Acrescentou que o ministro Dias Toffoli, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), estavam no local.

“Tinha 1 montão de autoridades. [Foi uma] conversa geral, piada, brincadeira, nada mais além disso”, falou.

Bolsonaro seguiu da confraternização para o HFA (Hospital das Forças Armadas), onde visitou 1 funcionário do governo que foi atropelado na noite desta 6ª feira (13.dez).

“Duas costelas quebras. Deu sorte, né? Estava de bicicleta, pegou um ressalto no meio-fio… (…) O busão pegou ele no meio. Pelo tamanho da pancada, ele está bem”, afirmou.

No caminho de volta para o Palácio da Alvorada, Bolsonaro parou na Esplanada dos Ministérios e conversou com PMs (policiais militares) –os sargentos Hilário, Wancley, Leandro Silva e François–, que faziam a guarda no local.

A mãe de François ligou para o filho nessa hora. O PM passou o celular para Bolsonaro, que conversou com ela:

“Conheci teu filho aqui, evangélico, está trabalhando…”, disse.

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