Bolsonaro volta a dizer que Witzel usa polícia para ligá-lo ao caso Marielle

Redação Brasil
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Bolsonaro acusa o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e reclama de investigação© Sérgio Lima/Poder360 Bolsonaro acusa o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e reclama de investigação

O presidente Jair Bolsonaro disse na tarde deste sábado (14.dez.2019) que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), está por trás de uma eventual nova reportagem que associe seu nome com o assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes.

“Você tem dúvidas de que o governo do Rio está atrás de mim? Tem dúvidas disso? Olha o caso do porteiro. Com todo respeito, acho que vocês [jornalistas], que não são delegados de polícia, conduziriam muito melhor o inquérito. Me acusar numa 4ª feira de que eu teria recebido 1 telefonema de 1 suspeito de ter matado a Marielle, eu estando em Brasília… Pelo amor de Deus, né”, disse Bolsonaro.

A declaração foi dada na saída do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Na ocasião, contou à imprensa que ia ao HFA (Hospital das Forças Armadas) para visitar 1 integrante da equipe que foi atropelado na noite desta 6ª feira (13.dez). Ele não mencionou quem é o funcionário.

Também na noite de 6ª feira, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente, compartilhou em sua conta no Twitter 1 vídeo no qual o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ) afirma que uma reportagem “está sendo preparada” para vincular a família presidencial ao caso Marielle.

Otoni acusa Witzel de ter montado uma máquina no Estado do Rio de Janeiro que envolve “a Justiça”, “apadrinhamentos no MP” e “pegar dinheiro e colocar na [TV] Globo”. De acordo com ele, a reportagem seria divulgada até a noite deste domingo (15.dez) e teria conversas gravadas pela Polícia Civil entre 2 milicianos que teriam sido “armadas” para incriminar Bolsonaro e seus parentes.

“Eles estão armando conversa de miliciano. Um miliciano conversa com outro, e a Polícia Civil pega esse contato para incriminar a família do presidente; incriminar Flavio; incriminar Carlos Bolsonaro; incriminar o próprio presidente da República”, disse o congressista.

O deputado, o governador do Rio e o vereador Carlos Bolsonaro são do mesmo partido. Otoni, no entanto, afirma que não tem “rabo preso” com Witzel. Pede ainda reiteradas vezes que o vídeo seja compartilhado nas redes sociais e diz que o governador é 1 “monstro”.

“Que espécie de bandido você se tornou, governador? Aonde vai o seu nível de canalhice? Aonde vai o seu nível de bandidagem?”, questionou o deputado no vídeo.

Na 6ª feira (13.dez.2019), Otoni deixou o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, ao lado de Jair Bolsonaro. Até se tornar deputado neste ano, Otoni exercia mandato como vereador na Câmara Municipal do Rio, assim como Carlos Bolsonaro.

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