“Eu quero salvar as universidades federais”, afirma Weintraub

Redação Brasil
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© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia BrasilEm audiência pública da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (11/12), que durou cerca de seis horas e meia, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que quer “salvar” as universidades federais. “Eu quero defender as federais. Eu quero separar o joio do trigo”, repetiu Weintraub em diversos momentos da audiência. A frase foi usada como resposta quando parlamentares da oposição questionaram a “vontade” do ministro em atacar as universidades federais. A deputada Tabata Amaral (PDT-SP) foi uma das parlamentares que questionou as declarações do chefe do MEC, que havia reafirmado que há plantações de maconha no câmpus brasileiros. “Por que o senhor vive buscando razões para perseguir as universidades? Esse problema das drogas é reconhecido pela sociedade brasileira, mas ele não é do ensino superior”, afirmou.

O ministro afirmou que a convocação para o comparecimento na comissão para falar sobre drogas dentro das universidades surgiu da vontade dos próprios parlamentares. “Eu fui convocado aqui para falar disso. Adoraria ter sido convidado para falar sobre o que eu fiz, o que o MEC fez, que é a maior revolução na área de ensino do Brasil nos últimos 20 anos”, afirmou.

Para justificar a afirmação, Weintraub citou exemplos. “O símbolo máximo é que sai o ‘kit gay’ e entra livros para crianças lerem com os pais. A maior prova disso é o esforço que estamos fazendo para levar internet a todas as escolas do Brasil”, disse.

O “kit gay”, ao qual Weintraub se referiu, era um material didático que fazia parte do projeto Escola sem Homofobia. O objetivo era combater a discriminação à população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), no entanto, o programa não chegou a ser colocado em prática e o material foi suspenso pela ex-presidente Dilma Rousseff.

Weintraub também defendeu a presença da Polícia Militar dentro do campus dessas instituições para interromper essa situação. “As universidades estão doentes e pedindo nosso socorro. Eu sou 100% a favor da autonomia universitária de pesquisa e ensino. Pode ensinar e pesquisar o que você quiser. Agora roubo, estupro e consumo de drogas ilícitas não pode ter e a Política Militar tem que entrar nos campus”, disse.

Fonte Correio Brasiliense

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