Isabel II profere discurso da rainha, o segundo de Boris e em pouco mais de dois meses

Redação Brasil
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A monarca apresenta esta quinta-feira os projetos de lei que o Governo pretende ver aprovados e que, no caso do Executivo de Boris Johnson, têm o Brexit, o Serviço Nacional de Saúde e outros gastos públicos no topo das prioridades. Dada a proximidade entre os discursos, a cerimónia será uma versão reduzida e até o protocolo é mais relaxado

© WILL OLIVER/EPA

Passaram pouco mais de dois meses desde o último discurso da rainha, a cerimónia que marca o início do ano parlamentar no Reino Unido, mas Isabel II já está de volta ao Parlamento. Como tradicionalmente, a rainha apresenta esta quinta-feira os projetos de lei que o Governo pretende ver aprovados e que, no caso do Executivo de Boris Johnson, têm o Brexit, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e outros gastos públicos no topo das prioridades.

Por convenção, os planos do Governo para a legislatura são anunciados pela monarca na presença de deputados e outros dignitários na Câmara dos Lordes, a câmara alta do Parlamento britânico. Dada a proximidade entre os discursos, a cerimónia desta quinta-feira será uma versão reduzida. E até o protocolo é mais relaxado: em vez de se deslocar numa carruagem dourada, a monarca será transportada de carro, escreve o jornal “The Guardian”.

O primeiro-ministro não deverá divergir muito do plano traçado e lido pela monarca a 14 de outubro. No entanto, quando Isabel II se dirigir aos deputados e à nação, a partir das 11h30, Johnson estará numa situação bem mais confortável depois da maioria absoluta conquistada nas urnas há precisamente uma semana.

Governo quer avançar com saúde e Brexit já esta sexta

A joia da coroa do discurso é o compromisso de gastar 33 mil milhões de libras (quase 40 mil milhões de euros) adicionais por ano no SNS até 2023-24. Durante a campanha para as legislativas antecipadas, Johnson prometeu construir 40 novos hospitais e alocar mais 50 mil enfermeiros ao serviço público, referindo-se ao “maior investimento no SNS de que há memória”.

O Governo pretende que a lei de financiamento para a saúde seja a primeira legislação aprovada, já esta sexta-feira, seguindo-se o debate em torno do acordo de saída do Reino Unido da União Europeia, assinado entre Londres e Bruxelas. O acordo de Johnson para o Brexit terá agora uma nova emenda para incluir um elemento legislativo simbólico: o impedimento de o Governo alargar o pedido de transição para lá do final do próximo ano.

O discurso da rainha também deverá incluir legislação decorrente do Brexit, designadamente para facilitar os sistemas de vistos para pessoal médico entrar no Reino Unido, bem como medidas de simplificação do processo de fabrico e teste de novos medicamentos por parte dos hospitais.

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